Como gerenciar o descarte de resíduos hospitalares em 6 passos.

Como gerenciar o descarte de resíduos hospitalares em 3 passos

Quando o gerenciamento, controle, tratamento e descarte de resíduos hospitalares não são feitos da forma correta, o meio ambiente e também a sociedade podem sofrer grandes impactos.

Por isso, é necessário que medidas práticas e estratégias sustentáveis sejam adotadas para garantir a otimização, redução de desperdícios, melhoria dos processos e, consequentemente, uma gestão de resíduos mais eficiente. 

Neste artigo você vai conferir como é feito o descarte de resíduos hospitalares e a importância do gerenciamento correto dos mesmos.

Quais são as regras para o tratamento e descarte de resíduos hospitalares?

Todo o material usado dentro do ambiente hospitalar possui potencial para disseminar agentes tóxicos e contaminantes, como bactérias e vírus. Por isso, o descarte desse material deve seguir os protocolos de segurança impostos pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), sendo essas regras publicadas em Normas Regulamentadoras (NRs) e em Resoluções da Diretoria Colegiada (RDCs).

É preciso ficar sempre atento às atualizações nas normas, promovendo treinamentos constantes com os funcionários que lidam diretamente com os resíduos hospitalares.

Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde

Vale ressaltar que a Anvisa, na RDC 222/18, determina que todas as instituições geradoras de resíduos hospitalares devem elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) que contemple todas as etapas do gerenciamento dos resíduos. Isso inclui: 

  • segregação;
  • acondicionamento;
  • armazenamento;
  • transporte;
  • descarte de resíduos.

O objetivo dessas normas é garantir que todos os cuidados com a saúde pública e ambiental sejam devidamente tomados. No site da Anvisa é possível encontrar o

Manual de Gerenciamento de Resíduos com todas informações sobre as exigências e detalhes para a criação desse documento. 

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Como fazer o descarte de resíduos hospitalares corretamente?

O primeiro passo para fazer o descarte de resíduos correto é separá-los corretamente de acordo com a classificação de cada um. Os resíduos hospitalares são classificados em:

  • Grupo A – engloba os componentes com maior virulência ou concentração e que podem apresentar alto risco de infecção;
  • Grupo B – contém substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde e ao meio ambiente, em virtude de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade;
  • Grupo C – quaisquer materiais que contenham radionuclídeos em quantidades maiores do que os limites de eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN;
  • Grupo D – não apresentam risco biológico, químico ou radiológico;
  • Grupo E – materiais perfurocortantes ou escarificantes.

Uma vez separados, esses materiais devem ficar armazenados em um local apropriado para esse fim, enquanto aguardam o transporte para o destino final.

Confira a seguir as duas práticas mais comuns para o descarte de resíduos hospitalares usados pelas instituições de saúde brasileiras.

  • Incineração

A incineração é uma opção de descarte de resíduos extremamente eficaz. Ela transforma os materiais descartados em cinzas por meio de altas temperaturas.

A técnica de incineração é usada em todas as partes do mundo e possui um custo inferior em relação ao método de esterilização.

  • Esterilização

A outra opção válida é a esterilização dos materiais através de autoclave, que aquece o material contaminado em altas temperaturas, fazendo com que todos os microrganismos morram.

No entanto, nem sempre as instituições tomam os devidos cuidados e, infelizmente, o material acaba sendo descartado de forma incorreta. Por isso é tão importante contar com uma empresa especializada e séria para fazer o descarte correto.

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